domingo, 27 de setembro de 2009

E AGORA MANUELA?

A euforia das eleições europeias toldou por completo as mentes social-democratas, em especial a da sua líder, que delineou a mesma estratégia de campanha para as legislativas, vindo a demonstrar-se, pelos resultados já conhecidos, ter sido um enorme fiasco.

Em política não basta ter convicções, é necessário também ser coerente e demonstrar sinceridade naquilo que se defende.

Em política paga-se caro quando se fazem más escolhas e se tomam decisões erradas.

Agora resta apenas a Manuela Ferreira Leite apresentar a sua demissão ao Concelho Nacional e a este, convocar eleições e novo Congresso.


sexta-feira, 25 de setembro de 2009

VOTE

A poucos dias da realização de eleições legislativas, a opinião pública continua a ser injectada por alguns candidatos, pela maioria da comunicação social, pelos comentadores de serviço e pelas empresas de sondagens, afirmando até à exaustão que o que se está a decidir é se queremos para primeiro-ministro o senhor Sócrates ou a dona Manuela.

Chegam até ao ponto de conjecturar que sem uma maioria absoluta o país será ingovernável e tentam criar os mais variados cenários de coligações à esquerda ou à direita.

Tudo isto para quê? Para que a “santa” bipolarização produza os seus efeitos, dando mais uma vez todo o poder ao bloco central que entre si negociará a distribuição de lugares na administração central, nos órgãos de soberania e nas empresas públicas, aprovando as Leis e a revisão Constitucional que melhor sirva os seus interesses pessoais e partidários.

Quem possui o distanciamento necessário para poder decidir em consciência sem se deixar manipular e tem como conceito que o exercício da democracia será tanto melhor quanto mais amplo for o pluralismo de opiniões, deve recusar estas manobras de baixa política e votar em qualquer outro partido fora do bloco central, seja ele qual for, do mais antigo ao mais moderno, da esquerda ou da direita.

O importante é que vote.

domingo, 20 de setembro de 2009

D.SEBASTIÃO

Pronto! Já temos dois candidatos às eleições presidenciais. Um, o actual PR que como se espera, tenha o apoio do PSD e do CDS, o outro, o regressado Manuel Alegre que começou ontem em Coimbra a sua cruzada para ser apoiado pelo PS, já que não é de prever que Mário Soares tenha recuperado da sua senilidade e volte a essa aventura.

Qual D. Sebastião vindo numa manhã de nevoeiro de um longo exílio e por isso longe do que se passa por cá, Alegre disse “recusar um Estado mínimo para os pobres e um Estado máximo para os poderosos”.

Mas onde é que ele tem andado que nem o vento que passa lhe levava notícias deste país?

Ou então levava e não lhe contava a desgraça que se tem abatido sobre todos os sectores da vida nacional, com excepção daqueles que eram ricos e que com o actual governo ficaram ainda mais ricos e poderosos.

Salve-se o poeta porque o político já perdeu toda a credibilidade.

E, há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz NÃO.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

CICERO

Há mais de 2000 anos que Marcus Tullius Cícero escreveu o que se reproduz acima e ele lá teria as suas razões para caracterizar daquela maneira a política do governo de Roma.

Se fosse hoje e vivesse em Portugal num qualquer Concelho perto de si, poderia escrever:

“O orçamento da Câmara deve ser equilibrado. As dívidas devem ser pagas e reduzido o despesismo. A arrogância do Presidente, dos Vereadores e de alguns Directores de Departamento deve ser moderada. Os ajustes directos a empresas amigas e o pagamento de horas extraordinárias a avençados deve ser reduzido se não querem que a Câmara vá à falência. Os funcionários municipais devem fazer o seu trabalho, devendo-se acabar com os parasitas que só vivem à conta do orçamento graças ao partido a que pertencem”.

sábado, 5 de setembro de 2009

A VINGANÇA

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Já lá dizia Jorge Coelho: “quem se mete com o PS, leva!” e o tempo tem revelado como esta ameaça era para ser levada a sério.
Goste-se ou não da linha editorial e da ex-apresentadora do Jornal de Sexta da TVI, todos os indícios apontam para a vingança que por interpostas pessoas o senhor Sócrates serviu de uma maneira fria, como é o seu timbre.
É que quando se atiram foguetes para o ar as canas podem cair-nos em cima e os resultados tornarem-se imprevisíveis.
Em desespero e porque o cerco se aperta cada vez mais, a legião socratina tudo tem feito para desviar as atenções e abafar os vários escândalos em que o seu líder está metido.
Vem agora a fase da vitimização, numa tentativa de convencer até às eleições os indecisos da sua candura e honestidade. Depois logo se verá.