quinta-feira, 9 de junho de 2011

DIA DE PORTUGAL

Ultimamente falou-se sobre a possibilidade de eliminar alguns feriados e na situação em que o país se encontra isso seria uma medida correcta, já que alguns não têm nos nossos dias qualquer significado.
Quem se importa com o que aconteceu no 1.º de Dezembro de 1640? Uma grande parte dos jovens desconhece completamente que fomos governados durante 60 anos pelos espanhóis.
E que dizer do 5 de Outubro, se uma importante parte da população nutre simpatia pelas monarquias existentes por essa Europa fora?
Quantos aos de carácter religioso e sendo Portugal um país onde se admitem todas as confissões, porque se mantêm alguns feriados que nem os católicos sabem o que representam?
Para além dos feriados de carácter municipal, deveriam apenas existir: Ano Novo, Carnaval, Páscoa, Dia da Revolução, Dia do Trabalhador, Dia de Portugal e Natal.
Ah, e outra coisa: abolir também as “tolerâncias de ponto” que acabam por se transformar em outros feriados, possibilitando vários dias de paralisação. Quem quiser “pontes” que meta férias porque é para isso que elas servem.
O 10 de Junho deveria ter outro tipo de comemorações. Não precisamos de paradas militares e muito menos cerimónias solenes de entrega de comendas e de condecorações a metro. Os Globos de Ouro da SIC cumprem bem esse papel e vêem-se caras e corpos muito mais interessantes.
No Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades seria muito mais interessante abrir gratuitamente museus e monumentos, fomentar convívios e festas populares em parques e jardins, promover actividades lúdicas e desportivas em todos os recintos e até homenagear portugueses anónimos que se destacaram nas mais diversas actividades profissionais e que contribuíram com o seu desempenho para a melhoria e progresso do país.
Mas não! Amanhã vamos ouvir os mesmos discursos de sempre, os mesmos apelos à coragem dos portugueses para enfrentarem o futuro e as mesmas choramingueiras de que é necessário ter confiança, para de seguida assistirmos ao beija-mão em troca de uma medalhita.
Como diria o outro: é a vida…



sábado, 4 de junho de 2011

ESTOU A REFLECTIR

Há quem já tenha desistido de votar porque ganham sempre os mesmos. Há também quem prefira passar um bom dia de praia em vez de exercer o seu direito de escolher quem nos deve representar na Assembleia da República.
Se é certo que o sistema eleitoral está ultrapassado e que uma grande parte da população não se revê nestes partidos nem nestes políticos, também é verdade que não devemos deixar apenas para os outros as decisões que dizem respeito ao nosso futuro.
Pessoalmente faz-me alguma confusão que haja alguém que vote no PS enquanto o mesmo for liderado pelo senhor Sócrates, a não ser que tenha interesses pessoais a defender. E isto porque não acredito que haja um só militante socialista que honestamente possa concordar com a governação dos últimos seis anos, sabendo-se hoje o que se sabe.
Existem mais partidos, uns maiores, outros mais pequenos, pelo que há muito por onde escolher.
Há os trabalhistas, os humanistas, os que defendem os animais, os que defendem a terra, enfim, para todos os gostos e de acordo com a sensibilidade de cada um.
Por isso aqui o Gato Gil apela a que não fique em casa e se for à praia vote antes, mas VOTE.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

O LOMBO ASSADO

Quem anda ou já andou em almoços ou jantares para grandes multidões, sabe o que é o célebre lombo assado que invariavelmente consta nas ementas de casamentos e baptizados, festas partidárias ou de colectividades.

O lombo parece ser sempre o mesmo, acompanhado pelas batatinhas semi-assadas e às vezes com ervilhas ou outras leguminosas estufadas, para além do arroz de cenoura ou simplesmente de manteiga.

Vem isto a propósito do que ouvi hoje num dos canais de televisão em que se dizia que os candidatos e os jornalistas que andam na campanha eleitoral já estão saturados do lombinho assado.

Nestas coisas gastronómicas o PCP foge um bocadinho à trivialidade, pois quando a meteorologia o permite opta pelo ar livre com o franguinho ou a sardinha assada com um alguidar cheio de salada, o que é bem melhor.

Depois há os outros, os que arregimentam tudo o que mexe em troca de um saquinho de plástico com umas sandochas, que sabe-se lá a proveniência e que a ASAE deveria fiscalizar, pois se os restaurantes aderentes ao projecto dos excedentes para entregar aos sem-abrigo têm de cumprir determinadas regras, porque será que a máquina de propaganda do PS não tem as mesmas obrigações?

Viva o lombo assado!

Viva o frango e a sardinha assada!

Abaixo as sandochas e todos os seus seguidores!



domingo, 22 de maio de 2011

VALE TUDO

Seguem José Sócrates para todo o lado, de norte a sul do País, em autocarros pagos pelo PS. Depois são usados para compor os comícios, agitar bandeiras, e puxar pelo partido, apesar de muitos deles não perceberem uma palavra de português e não poderem votar. Em troca têm refeições grátis.

Trata-se de imigrantes provenientes da Índia e Paquistão, trabalhadores nas lojas do Martim Moniz, Lisboa, e na construção civil. Estiveram com José Sócrates em Beja, Coimbra e no comício de ontem em Évora, onde deram nas vistas ao exibir os seus turbantes. Até à porta da RTP, no dia do debate com Passos Coelho, realizado na sexta-feira, estiveram de bandeiras em punho.

O desespero é tão grande que para as bandas do PS não se olha a meios para mais uma vez tentarem enganar os eleitores. Já não lhes chegam os “boys” e as “girls” que têm a obrigação de seguir o padrinho para toda a parte, enchendo as praças e os pavilhões por onde ele vai passando.

O adorado líder, por falta de argumentos e de programa, mais não faz do que criticar as ideias dos outros, como se as suas não tivessem dado o resultado que deram nos últimos 6 anos. Até as prostitutas tiveram de baixar o preço dos seus serviços a pedido dos clientes que se queixam da crise.

Ainda ninguém ouviu ao idolatrado líder uma única proposta para os próximos 4 anos, pelo que se ganhasse estas eleições, iríamos ter mais do mesmo, ou seja, a continuação de uma política ruinosa para o país e consequentemente para todos nós.

Veja-se o que a sua amiga Ângela Merkel diz de Portugal e como ela gostaria de poder continuar a dar instruções (ordens) ao seu mais dilecto discípulo que nada faz sem a consultar.

No próximo dia 5 de Junho VOTE.

Lembre-se que Portugal precisa de uma mudança e que o PS não é a solução mas sim o problema.

Tem várias opções de escolha e por isso VOTE naqueles que lhe inspirem mais confiança, mas VOTE.


segunda-feira, 25 de abril de 2011

25 DE ABRIL


25 de Abril sempre?
Fascismo nunca mais?

O 25 de Abril já não é o que era. Antigamente acordava sempre às sete da manhã graças a um vizinho meu que às vezes (quando lhe convinha) era comunista e o partido encarregava-o de rebentar uns quantos foguetes mesmo junto à minha janela para dar a “alvorada”.

Era uma alegria! Começava sempre este dia por lhe chamar uns quantos nomes que aqui não posso reproduzir, deixando-me a sensação de que era preferível viver no fascismo, porque esses não me acordavam tão cedo.

Entretanto a tradição foi-se esfumando e agora, quando acordo, já não sei bem em que raio de época é que vivemos, na medida em que tenho alguma dificuldade em perceber se o fascismo de Salazar era pior ou melhor que o fascismo de Sócrates.

Naquele tempo não se faziam peditórios para maternidades nem se diminuíam os ordenados.

Naquele tempo não se deixava que os bancos roubassem os depositantes ou que os padeiros aumentassem o pão.

Naquele tempo havia emprego (mesmo que precário como hoje) e a economia crescia com a agricultura, com a indústria e com as pescas.

Mas será que o 25 de Abril tem a culpa?

Claro que não. Só que foi apenas um golpe de estado e não uma revolução que era o que este país precisava e precisa.

Afinal o que mudou?

Liberdade? Qual liberdade? A de barriga vazia? A das lista de espera na saúde? A do ensino pago e degradado?

É urgente mudar.

No próximo dia 5 de Junho temos oportunidade de mais uma vez afastar os fascistas da área governativa, indo votar em massa no BE, no PCP, no PSD ou no CDS, mas cuidado com aqueles que se dizem democratas e que se escondem à sombra de uma coisa chamada PS.

domingo, 10 de abril de 2011

UM NOVO HOMEM


Hoje sim, estou satisfeito e esperançado. Estive a ver o final do comício, perdão, do congresso do PS e ouvi o candidato a primeiro-ministro que não se parece nada com o outro que está demissionário.

Desta vez o PS escolheu um bom secretário-geral. Um homem que não tem um passado obscuro, que não sacou um diploma ao domingo, que nada tem a ver com “freeportes” e que se preocupa realmente com os mais desfavorecidos.

Ele falou tão bem das políticas que pretende implantar para os mais velhos, para os mais novos, para os desempregados, para os funcionários públicos, para os professores, para as mulheres, para a saúde, para a educação, para o ensino, para as exportações, ou seja, falou de tanta coisa boa que nos deve deixar verdadeiramente entusiasmados e a esquecer o seu antecessor que esteve lá nos últimos seis anos.

Este novo homem que tem por principal missão convencer-nos que o PS é o partido certo para nos governar no futuro, certamente que se irá rodear de outras novas figuras, tais como Edites, Assis, Pereiras e Teixeiras, tendo já anunciado o regresso do Ferro e de esse incansável trabalhador e intelectual Manuel Alegre que para além da poesia é especialista em caça.

Se o FMI pensava que vinha para ficar bem pode tirar o cavalinho da chuva, porque se este homem merecer a confiança da maioria dos portugueses, a sua passagem por Portugal será efémera, na medida em que o novo governo fará uma recuperação económica e financeira tão rápida que fará parte de um capítulo especial do “guinness”, devendo toda a Europa tremer com o aparecimento desta nova potência e do seu timoneiro.

Sim, não era por acaso que a Ângela Merkel ou o Durão Barroso gostavam tanto do Sócrates: este não lhes fazia frente e nunca poria em causa as suas posições de destaque dentro da União, mas com este novo secretário-geral do PS bem podem ir pondo as barbas de molho.

Não sei até se o próprio Vaticano continuará a ser o mesmo. O mais provável é que um novo Concílio venha a permitir o acesso à cadeira Papal de um leigo que pelas suas qualidades e intenções reveladas hoje, só pode ser um enviado especial de Deus.

sábado, 12 de março de 2011

EM DEFESA DE SÓCRATES


Como milhares de portugueses, hoje participei na manifestação da “geração à rasca” para defender José Sócrates numa hora tão difícil para ele e como disse um seu ministro bronco, por se tratar de um movimento demagógico.

Sócrates está à beira de ficar desempregado e nem a sua “licenciatura” em engenharia civil lhe poderá valer para poder continuar a ter um nível de vida a que já se habituou. Ou seja, é mais um licenciado para o desemprego e embora ele seja muito fluente e um bom vendedor, ninguém deseja que ele só tenha ocupação precária num “call-center” a ganhar 400 euros por mês.

Eu sei que ele já não é muito jovem, mas também aqueles que têm pensões de miséria e que as vêm congeladas por mais uns anos, reconhecem o esforço que ele tem feito para que não se tornem em consumidores desenfreados.

Ele, coitado, até já foi à Alemanha ver se conseguia alugar umas câmaras de gás para mandar de férias para lá uns velhotes que com os 200 euros da reforma não lhes permite sequer irem à praia de Algés.

Nem se percebe porquê tanta preocupação dos menos jovens, já que o nosso amigo Sócrates só nos está a empenhar por mais 50 ou 60 anos e aí já estão todos a fazer tijolo há muito tempo.

Como diz o outro “luta é alegria” e se Sócrates anda sempre alegre, logo ele também luta.

E já viram a injustiça de o compararem a Salazar e afirmarem que ele ainda é pior? É pior porquê? Enquanto o outro vivia em S.Bento numas instalações do Estado, Sócrates teve de se sacrificar a comprar um apartamento na Rua Braamcamp. E como não queria estar isolado dos laços familiares, tratou que a mãezinha também comprasse outro no mesmo edifício.

Afinal Sócrates também está à rasca.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A RESPOSTA AO SR. TEIXEIRA


Não vou responder-lhe à letra em relação ás observações ou aos números, porque se você comunga da mesma opinião do Partido que apoia e acha que tem razão, é problema seu. Para mim qualquer dos candidatos servia para abençoar o sistema político que vigora em Portugal enquanto continuar a ser o que é, onde existe uma Constituição ambígua, onde o Poder Judicial está corrompido, onde uma Assembleia da República gera Leis a metro e ao sabor dos interesses económicos e políticos de cada grupo e onde os governos se sucedem para perpetuar o regime.

Também não vou rebater aquilo que diz em relação ao Seixal porque não há maior cego do que aquele que não quer ver ou não quer tirar ilações de uma abstenção acima dos 50% em qualquer eleição, não reconhecendo você que as sucessivas vitórias da CDU se devem à falta de alternativas credíveis e não ao trabalho desenvolvido pelos seus amigos. Mas isso é para si muito difícil de aceitar, já que o seu sectarismo lhe tolda a visão da realidade.

Em relação ao seu último parágrafo deduzo que me deve estar a confundir com alguém que foi militante do PCP e que agora anda pelo BE. Está redondamente enganado, quer numa situação quer noutra, porque sempre fui e sou independente de partidos políticos, orientando-me apenas pelas minhas convicções (certas ou erradas) sem cangas ou submissões de qualquer ordem, estando por isso numa posição equidistante para poder fazer uma análise descomprometida, ao contrário de outros que por aqui botam faladura, como é o seu caso.

Mas quando afirma que “carreirismo na política não faz escola no PCP” gostaria de acreditar que só por pura ingenuidade tira essa conclusão porque os exemplos estão à vista. E para não ir mais longe, o Seixal é prova disso, quando o Presidente da Câmara já lá está há mais de 20 anos, assim como Presidentes de Junta que passaram a Assessores, para além de outras figuras que mantêm os seus lugares na Câmara graças ao partido em que estão inscritas. E isto para não falar de filhos, primos e enteados para quem sempre se arranja uma maneira de encaixar na já tão pesada estrutura. Se isto não é carreirismo, é o quê?

Reconheço que nas outras Câmaras, com outros partidos, se passa exactamente o mesmo, mas é bom que não se atire pedras as telhados dos vizinhos quando os nossos são de vidro.

Para terminar e já que se diz tão verdadeiro e democrata, desafio-o a que não exerça qualquer tipo de censura no seu blogue, tal como o tem feito, permitindo que outras pessoas possam publicar as suas opiniões livremente, tal como eu o faço.

E já agora, quero agradecer-lhe a foto. Quando me dão banho fico realmente assim, mas depois de seco continuo a ser lindo e a andar de cabeça bem levantada.


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

QUE SE PASSA NO SEIXAL?

Que se passa na terra do “Avante” onde existe uma Câmara Municipal com uma maioria absoluta do PCP?

O camarada Xico Lopes só conseguiu o 4.º lugar. Não se poderia exigir que tivesse a mesma votação do camarada Alfredo porque a diferença intelectual é enorme, mas ao menos que se aproximasse dos 20.000 votos.

A fidelidade no partido já não é o que era e as incompetentes estruturas locais não souberam mobilizar militantes e simpatizantes.

Que desculpas arranjará agora o “Flaminguito?

Aqueles que já lá estão (no outro mundo) e que deram a vida pelo partido, devem estar muito satisfeitos com esta gente carregada de teoria mas que na prática nada fazem.

Continuem com a mesma política autárquica, com a mesma arrogância, com o mesmo vedetismo, com o mesmo faz-de-conta, que terão nas próximas eleições a mesma resposta que agora foi dada.

E quem avisa, amigo é.


TRABALHADOR QUEIXA-SE DA CMS

Júlio Almas, funcionário da Câmara do Seixal (PCP) há 17 anos, perdeu a paciência com os alegados atropelos aos seus direitos laborais, o que, a confirmar-se, contraria todo o discurso dos comunistas em defesa dos trabalhadores.

Segundo fontes camarárias, Júlio Almas - que se recusou a falar ao DN, alegando estar o caso em segredo de justiça - apresentou esta semana uma queixa na Inspecção-Geral da Administração Local (IGAL) e informou todos os vereadores, bem como as centrais sindicais (CGTP e UGT) e o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL).

Impedimento de entrar nas instalações da câmara e subsequente marcação de 63 faltas injustificadas, não atribuição de trabalho ou funções, impedimento de promoção na carreira e de fazer horas extraordinárias, perda de subsídio de turno sem justificação, são algumas das práticas alegadamente cometidas pelas chefias de Júlio Almas e que constam do documento por si enviado, em Dezembro passado, ao presidente da Câmara do Seixal, Alfredo Monteiro.

A autarquia respondeu ao DN por escrito: "A Câmara Municipal do Seixal não divulga quaisquer dados que digam respeito à gestão dos seus recursos humanos. Tendo em conta que as questões colocadas se enquadram todas nesta matéria, entendemos que não há lugar a respostas directas, nem nos cabe tecer quaisquer comentários sobre o assunto."

Na carta enviada a Alfredo Monteiro, a que o DN teve acesso e onde se dá a entender que haverá vários outros "trabalhadores perseguidos, injuriados e desprotegidos", Júlio Almas escreveu: "(...) trabalhador exemplar (conforme classificação de serviço), vejo a minha situação laboral transformada num autêntico inferno dantesco", com consequências "resultantes de penalizações consecutivas perpetradas por esta Câmara."

"Compreendo que se queira mostrar uma câmara exemplar, onde os direitos dos trabalhadores são sempre consagrados por uma política democrática e humanitária. Mas considero inadmissível que, perante os constantes atropelos dos direitos de um trabalhador inconveniente, se proceda ao seu saneamento por intermédio de manipulação, só para mostrar que nesta Câmara [onde o PCP tem maioria absoluta] tudo vai bem", declarou Júlio Almas - que foi candidato à junta de freguesia do Seixal pelo Bloco de Esquerda.

"E isto tudo com a atitude letárgica e conivente do sindicato para o qual deduzi um por cento do meu ordenado durante 17 anos consecutivos", adiantou o funcionário, informando Alfredo Monteiro de que iria enviar uma cópia da carta "a todos os vereadores" da Câmara, ao STAL e ainda às duas centrais sindicais, CGTP e UGT.

O STAL também é visado: "Por não entender a razão pela qual o sindicato não agiu em conformidade com os seus princípios de defesa, justiça e direitos no trabalho, decidi procurar a resposta para os seus actos de subserviência ao poder executivo camarário."

"Decidi saber porque 17 anos de pagamentos de quotas, manifestações e greves que perdi a conta, só significaram desprezo (...). Sei, agora, que alguns dos delegados sindicais do STAL colocados na Câmara do Seixal são, ao mesmo tempo, autarcas e ou candidatos representantes" do PCP.

"Considero inadmissíveis existirem delegados sindicais que, quando estão representados pela força política vigente, defendam os interesses do patronato como seus interesses", bem como "os continuados actos de servilismo patronal, para fazer prevalecer os ideais políticos dos cidadãos e trabalhadores delegados sindicais (...), mesmo que isso signifique o afastamento de trabalhadores inconvenientes. Trabalhadores que, mesmo inconvenientes, têm direitos e regalias, como qualquer trabalhador", frisou Júlio Almas.

(Diário de Notícias de 23 de Janeiro de 2011-01-23)