terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A RESPOSTA AO SR. TEIXEIRA


Não vou responder-lhe à letra em relação ás observações ou aos números, porque se você comunga da mesma opinião do Partido que apoia e acha que tem razão, é problema seu. Para mim qualquer dos candidatos servia para abençoar o sistema político que vigora em Portugal enquanto continuar a ser o que é, onde existe uma Constituição ambígua, onde o Poder Judicial está corrompido, onde uma Assembleia da República gera Leis a metro e ao sabor dos interesses económicos e políticos de cada grupo e onde os governos se sucedem para perpetuar o regime.

Também não vou rebater aquilo que diz em relação ao Seixal porque não há maior cego do que aquele que não quer ver ou não quer tirar ilações de uma abstenção acima dos 50% em qualquer eleição, não reconhecendo você que as sucessivas vitórias da CDU se devem à falta de alternativas credíveis e não ao trabalho desenvolvido pelos seus amigos. Mas isso é para si muito difícil de aceitar, já que o seu sectarismo lhe tolda a visão da realidade.

Em relação ao seu último parágrafo deduzo que me deve estar a confundir com alguém que foi militante do PCP e que agora anda pelo BE. Está redondamente enganado, quer numa situação quer noutra, porque sempre fui e sou independente de partidos políticos, orientando-me apenas pelas minhas convicções (certas ou erradas) sem cangas ou submissões de qualquer ordem, estando por isso numa posição equidistante para poder fazer uma análise descomprometida, ao contrário de outros que por aqui botam faladura, como é o seu caso.

Mas quando afirma que “carreirismo na política não faz escola no PCP” gostaria de acreditar que só por pura ingenuidade tira essa conclusão porque os exemplos estão à vista. E para não ir mais longe, o Seixal é prova disso, quando o Presidente da Câmara já lá está há mais de 20 anos, assim como Presidentes de Junta que passaram a Assessores, para além de outras figuras que mantêm os seus lugares na Câmara graças ao partido em que estão inscritas. E isto para não falar de filhos, primos e enteados para quem sempre se arranja uma maneira de encaixar na já tão pesada estrutura. Se isto não é carreirismo, é o quê?

Reconheço que nas outras Câmaras, com outros partidos, se passa exactamente o mesmo, mas é bom que não se atire pedras as telhados dos vizinhos quando os nossos são de vidro.

Para terminar e já que se diz tão verdadeiro e democrata, desafio-o a que não exerça qualquer tipo de censura no seu blogue, tal como o tem feito, permitindo que outras pessoas possam publicar as suas opiniões livremente, tal como eu o faço.

E já agora, quero agradecer-lhe a foto. Quando me dão banho fico realmente assim, mas depois de seco continuo a ser lindo e a andar de cabeça bem levantada.


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

QUE SE PASSA NO SEIXAL?

Que se passa na terra do “Avante” onde existe uma Câmara Municipal com uma maioria absoluta do PCP?

O camarada Xico Lopes só conseguiu o 4.º lugar. Não se poderia exigir que tivesse a mesma votação do camarada Alfredo porque a diferença intelectual é enorme, mas ao menos que se aproximasse dos 20.000 votos.

A fidelidade no partido já não é o que era e as incompetentes estruturas locais não souberam mobilizar militantes e simpatizantes.

Que desculpas arranjará agora o “Flaminguito?

Aqueles que já lá estão (no outro mundo) e que deram a vida pelo partido, devem estar muito satisfeitos com esta gente carregada de teoria mas que na prática nada fazem.

Continuem com a mesma política autárquica, com a mesma arrogância, com o mesmo vedetismo, com o mesmo faz-de-conta, que terão nas próximas eleições a mesma resposta que agora foi dada.

E quem avisa, amigo é.


TRABALHADOR QUEIXA-SE DA CMS

Júlio Almas, funcionário da Câmara do Seixal (PCP) há 17 anos, perdeu a paciência com os alegados atropelos aos seus direitos laborais, o que, a confirmar-se, contraria todo o discurso dos comunistas em defesa dos trabalhadores.

Segundo fontes camarárias, Júlio Almas - que se recusou a falar ao DN, alegando estar o caso em segredo de justiça - apresentou esta semana uma queixa na Inspecção-Geral da Administração Local (IGAL) e informou todos os vereadores, bem como as centrais sindicais (CGTP e UGT) e o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL).

Impedimento de entrar nas instalações da câmara e subsequente marcação de 63 faltas injustificadas, não atribuição de trabalho ou funções, impedimento de promoção na carreira e de fazer horas extraordinárias, perda de subsídio de turno sem justificação, são algumas das práticas alegadamente cometidas pelas chefias de Júlio Almas e que constam do documento por si enviado, em Dezembro passado, ao presidente da Câmara do Seixal, Alfredo Monteiro.

A autarquia respondeu ao DN por escrito: "A Câmara Municipal do Seixal não divulga quaisquer dados que digam respeito à gestão dos seus recursos humanos. Tendo em conta que as questões colocadas se enquadram todas nesta matéria, entendemos que não há lugar a respostas directas, nem nos cabe tecer quaisquer comentários sobre o assunto."

Na carta enviada a Alfredo Monteiro, a que o DN teve acesso e onde se dá a entender que haverá vários outros "trabalhadores perseguidos, injuriados e desprotegidos", Júlio Almas escreveu: "(...) trabalhador exemplar (conforme classificação de serviço), vejo a minha situação laboral transformada num autêntico inferno dantesco", com consequências "resultantes de penalizações consecutivas perpetradas por esta Câmara."

"Compreendo que se queira mostrar uma câmara exemplar, onde os direitos dos trabalhadores são sempre consagrados por uma política democrática e humanitária. Mas considero inadmissível que, perante os constantes atropelos dos direitos de um trabalhador inconveniente, se proceda ao seu saneamento por intermédio de manipulação, só para mostrar que nesta Câmara [onde o PCP tem maioria absoluta] tudo vai bem", declarou Júlio Almas - que foi candidato à junta de freguesia do Seixal pelo Bloco de Esquerda.

"E isto tudo com a atitude letárgica e conivente do sindicato para o qual deduzi um por cento do meu ordenado durante 17 anos consecutivos", adiantou o funcionário, informando Alfredo Monteiro de que iria enviar uma cópia da carta "a todos os vereadores" da Câmara, ao STAL e ainda às duas centrais sindicais, CGTP e UGT.

O STAL também é visado: "Por não entender a razão pela qual o sindicato não agiu em conformidade com os seus princípios de defesa, justiça e direitos no trabalho, decidi procurar a resposta para os seus actos de subserviência ao poder executivo camarário."

"Decidi saber porque 17 anos de pagamentos de quotas, manifestações e greves que perdi a conta, só significaram desprezo (...). Sei, agora, que alguns dos delegados sindicais do STAL colocados na Câmara do Seixal são, ao mesmo tempo, autarcas e ou candidatos representantes" do PCP.

"Considero inadmissíveis existirem delegados sindicais que, quando estão representados pela força política vigente, defendam os interesses do patronato como seus interesses", bem como "os continuados actos de servilismo patronal, para fazer prevalecer os ideais políticos dos cidadãos e trabalhadores delegados sindicais (...), mesmo que isso signifique o afastamento de trabalhadores inconvenientes. Trabalhadores que, mesmo inconvenientes, têm direitos e regalias, como qualquer trabalhador", frisou Júlio Almas.

(Diário de Notícias de 23 de Janeiro de 2011-01-23)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

OS COBARDES

O senhor Presidente da Câmara Municipal do Seixal diz que não lê blogues, mas sente-se incomodado, considerando que quem não dá a cara não merece respeito porque se limita a fazer um jogo baixo e ignóbil. Acrescentando ainda que “quem não dá a cara pode dizer certas coisas, inclusive sobre a vida privada das pessoas e não assumindo o que diz, é um mentiroso e não merece a menor credibilidade. Quem não dá a cara é um cobarde. E por vezes o que nesse blogue (FLAMINGO) é dito leva-me a pensar se será mesmo um apoiante do Partido. É que qualquer camarada do Partido dá a cara pelo que diz. Se não o faz, não é nosso camarada”.

Tenho pena que o Senhor Presidente só tenha falado no FLAMINGO e se tenha esquecido aqui do GATO, mas como também não dou a cara, posso assim considerar-me mais um cobarde, tal como eram os camaradas antes do 25 de Abril que para não sofrerem represálias ou irem parar a Caxias ou Peniche, utilizavam supostos nomes para despistar a PIDE.

Só que, dirão alguns, vivemos em plena democracia e já não existe uma polícia política para perseguir os democratas. Pois é! Não existe, mas é como se existisse e ainda pior, porque nessa altura sabíamos quem eram e onde estavam, ao invés de hoje em que com as novas tecnologias todo o cuidado é pouco para que não se seja responsabilizado pelas verdades que são incomodas para quem utiliza o poder de uma forma muito mais ditatorial e fascista do que no tempo de Salazar.

Com independência daquilo que cada um defende ou ataca e muitas vezes não concordando com nenhum deles, considero que o FLAMINGO e o A-SUL têm todo o direito de utilizar este meio para denunciarem aquilo que entendem ter interesse para desmascarar as falcatruas dos maus políticos que nos governam, até porque os possíveis visados têm ao seu alcance outros meios – pagos por todos nós – para fazerem a sua propaganda e possível defesa, caso se sintam injustiçados.
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sábado, 1 de janeiro de 2011

O NOVO ANO


A partir de agora é que os portugueses vão mesmo sentir na pele e nos bolsos as consequências desastrosas do governo Sócrates.
Mas até quando o vão suportar?
Há quem espere a dissolução da Assembleia da República e novas eleições legislativas. Mas isso vai mudar alguma coisa a não ser uma mudança de cadeiras?
Com a economia completamente destruída, como vamos sair do buraco negro onde nos encontramos?
Com ou sem FMI o ano de 2011 vai ser muito doloroso para a grande maioria de todos nós porque não soubemos a tempo e horas pôr fim a tanta escandaleira.
Limitámo-nos a votar – porque votar é a arma do povo – e deixámo-nos adormecer com promessas vãs daqueles que bem instalados põem e dispõem das nossas vidas.
Reagir é preciso, mas só com greves e manifestações não vamos a lugar nenhum.
A história ensina-nos que em determinadas alturas o povo teve que defender os seus direitos com outros métodos e hoje, muito mais que em 1974, justifica-se uma revolução e transformação do próprio sistema.
O nosso Hino nacional incita-nos “às armas, às armas, contra os canhões marchar, marchar”. Se considerarmos que nos tempos que correm os canhões são todos aqueles que nos dominam pela força das Leis feitas à sua medida e para defender apenas os seus interesses, porque esperamos para lhes dar a resposta que merecem?

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

CM PRESENCIOU ROUBO

José Holbeche já perdeu a conta ao número de assaltos feitos ao seu restaurante, O Beco, no Fogueteiro, Seixal. Segundos depois de o CM ter recebido o testemunho do último roubo, efectuado na madrugada do passado dia 24, e no preciso momento em que abandonava o restaurante, um homem, no supermercado mesmo ao lado, fugia com quatro garrafas de uísque na mão, um crime registado pela objectiva da nossa reportagem.

"A impunidade por aqui reina", lamentavam os comerciantes, pelas 12h20, enquanto viam ontem o ladrão atravessar a estrada a passo, em direcção ao problemático bairro da Jamaica. Perante a indignação da funcionária do supermercado, que ainda o tentou interceptar, o homem limitou-se a responder: "Fui." E desapareceu.

Antes, José Holbeche, 67 anos, serviu quase de porta-voz dos comerciantes da zona, perante o clima de insegurança na zona. "Isto aqui está impossível. Eles fazem o que querem e quando querem", disse, indignado com o último assalto, na passada sexta-feira.

Nesse dia, o produto do roubo foi invulgar. Os ladrões levaram marisco, um emblema do Sporting, guardanapos, gorjetas, gelados Viennetta e até duas prendas simbólicas de Natal que as funcionárias lhe iam entregar. Para trás ficou um ecrã LCD, avaliado em 2000 euros, que deixaram cair quando o tiravam do suporte, ficando danificado.

“in Correio da Manhã”

O Estado cobra impostos, a Câmara cobra taxas, mas nem uma nem outra entidade garante a segurança dos cidadãos que cada vez se sentem mais desprotegidos. Aliás neste caso concreto em que o meliante é “residente” no bairro camarário da “Jamaica”, todos devemos agradecer ao Senhor Presidente Alfredo Monteiro o cuidado que tem tido na resolução destes casos sociais que muito dignificam o Concelho do Seixal.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A HISTÓRIA REPETE-SE

Giulio Raimondo Mazzarino, mais conhecido como Cardeal Mazarino, nasceu em 1602 em Itália mas radicou-se em França, sucedendo no cargo de primeiro-ministro o Cardeal Richelieu, de 1642 até à sua morte em 1661, no reinado de Luís XIV.

Foi seu ministro de Estado e da Economia Jean-Baptiste Colbert, que ficou conhecido pela sua teoria do mercantilismo e das práticas de intervenção estatal na economia.

Eis um diálogo travado entre os dois, em pleno século XVII:

Colbert
- Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço.

Mazarino
- Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai parar à prisão. Mas o Estado... o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se... Todos os Estados o fazem!

Colbert
- Ah sim? O Senhor acha isso mesmo? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis?

Mazarino
- Criam-se outros.

Colbert
- Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.

Mazarino
- Sim, é impossível.

Colbert
- E então os ricos?

Mazarino
- Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.

Colbert
- Então como havemos de fazer?

Mazarino
- Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente entre os ricos e os pobres: os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres.
É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais!
Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tirámos. É um reservatório inesgotável.

Passados quase 400 anos este diálogo poderá ser exactamente o mesmo entre José Sócrates e Teixeira dos Santos, porque na prática, aquela teoria de Mazarino está a ser aplicada àqueles que mais trabalham e menos rendimentos têm.

A BEM DA NAÇÃO!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

POBRES DOS NOSSOS RICOS


A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos.
Mas ricos sem riqueza.
Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados.
Rico é quem possui meios de produção.
Rico é quem gera dinheiro e dá emprego.
Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro, ou que pensa que tem.
Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.
A verdade é esta: são demasiados pobres os nossos "ricos".
Aquilo que têm, não detêm.
Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros.
É produto de roubo e de negociatas.
Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram.
Vivem na obsessão de poderem ser roubados.
Necessitavam de forças policiais à altura.
Mas forças policiais à altura acabariam por lançá-los a eles próprios na cadeia.
Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade.
Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem.

"MIA COUTO"

domingo, 17 de outubro de 2010

SÁBIAS PALAVRAS


O irregular e promíscuo funcionamento dos poderes públicos é a causa primeira de todas as outras desordens que assolam o país.

Independentemente do valor dos homens e das suas intenções, os partidos, as facções e os grupos políticos supõem ser, por direito, os representantes da democracia. Exercendo de facto a soberania nacional, simultaneamente conspiram e criam entre si estranhas alianças de que apenas os beneficiários são os seus militantes mais activos.

A Presidência da República não tem força nem estabilidade.

O Parlamento oferece constantemente o espectáculo do desacordo, do tumulto, da incapacidade legislativa ou do obstrucionismo, escandalizando o país com o seu procedimento e, a inferior qualidade do seu trabalho.

Aos Ministérios falta coesão, autoridade e uma linha de rumo, não podendo assim governar, mesmo que alguns mais bem intencionados o pretendam fazer.

A Administração pública, incluindo as autarquias, em vez de representar a unidade, a acção progressiva do Estado e a vontade popular, é um símbolo vivo da falta de colaboração geral, da irregularidade, da desorganização e do despesismo que gera, até nos melhores espíritos o cepticismo, a indiferença e o pessimismo.

Directamente ligada a esta desordem instalada, a desordem financeira e económica agrava a desordem Política, num ciclo vicioso de males nacionais. Ambas as situações somadas conduziram fatalmente à corrupção generalizada que se instalou.

António de Oliveira Salazar


Em 1936 Salazar foi desafiado por uma editora francesa a publicar um livro sobre a situação em que encontrou a governação e a sua experiência desde 1928 já com as responsabilidades que se sabem. Daí nasceu e foi publicado em 1937 o livro “Como se levanta um Estado” que os actuais pseudo-políticos da nossa praça deveriam ler e comparar com o ditador travestido de democrata que actualmente nos (des)governa.
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