quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

CM PRESENCIOU ROUBO

José Holbeche já perdeu a conta ao número de assaltos feitos ao seu restaurante, O Beco, no Fogueteiro, Seixal. Segundos depois de o CM ter recebido o testemunho do último roubo, efectuado na madrugada do passado dia 24, e no preciso momento em que abandonava o restaurante, um homem, no supermercado mesmo ao lado, fugia com quatro garrafas de uísque na mão, um crime registado pela objectiva da nossa reportagem.

"A impunidade por aqui reina", lamentavam os comerciantes, pelas 12h20, enquanto viam ontem o ladrão atravessar a estrada a passo, em direcção ao problemático bairro da Jamaica. Perante a indignação da funcionária do supermercado, que ainda o tentou interceptar, o homem limitou-se a responder: "Fui." E desapareceu.

Antes, José Holbeche, 67 anos, serviu quase de porta-voz dos comerciantes da zona, perante o clima de insegurança na zona. "Isto aqui está impossível. Eles fazem o que querem e quando querem", disse, indignado com o último assalto, na passada sexta-feira.

Nesse dia, o produto do roubo foi invulgar. Os ladrões levaram marisco, um emblema do Sporting, guardanapos, gorjetas, gelados Viennetta e até duas prendas simbólicas de Natal que as funcionárias lhe iam entregar. Para trás ficou um ecrã LCD, avaliado em 2000 euros, que deixaram cair quando o tiravam do suporte, ficando danificado.

“in Correio da Manhã”

O Estado cobra impostos, a Câmara cobra taxas, mas nem uma nem outra entidade garante a segurança dos cidadãos que cada vez se sentem mais desprotegidos. Aliás neste caso concreto em que o meliante é “residente” no bairro camarário da “Jamaica”, todos devemos agradecer ao Senhor Presidente Alfredo Monteiro o cuidado que tem tido na resolução destes casos sociais que muito dignificam o Concelho do Seixal.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A HISTÓRIA REPETE-SE

Giulio Raimondo Mazzarino, mais conhecido como Cardeal Mazarino, nasceu em 1602 em Itália mas radicou-se em França, sucedendo no cargo de primeiro-ministro o Cardeal Richelieu, de 1642 até à sua morte em 1661, no reinado de Luís XIV.

Foi seu ministro de Estado e da Economia Jean-Baptiste Colbert, que ficou conhecido pela sua teoria do mercantilismo e das práticas de intervenção estatal na economia.

Eis um diálogo travado entre os dois, em pleno século XVII:

Colbert
- Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço.

Mazarino
- Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai parar à prisão. Mas o Estado... o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se... Todos os Estados o fazem!

Colbert
- Ah sim? O Senhor acha isso mesmo? Contudo, precisamos de dinheiro. E como é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis?

Mazarino
- Criam-se outros.

Colbert
- Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.

Mazarino
- Sim, é impossível.

Colbert
- E então os ricos?

Mazarino
- Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.

Colbert
- Então como havemos de fazer?

Mazarino
- Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente entre os ricos e os pobres: os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres.
É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais!
Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tirámos. É um reservatório inesgotável.

Passados quase 400 anos este diálogo poderá ser exactamente o mesmo entre José Sócrates e Teixeira dos Santos, porque na prática, aquela teoria de Mazarino está a ser aplicada àqueles que mais trabalham e menos rendimentos têm.

A BEM DA NAÇÃO!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

POBRES DOS NOSSOS RICOS


A maior desgraça de uma nação pobre é que em vez de produzir riqueza, produz ricos.
Mas ricos sem riqueza.
Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados.
Rico é quem possui meios de produção.
Rico é quem gera dinheiro e dá emprego.
Endinheirado é quem simplesmente tem dinheiro, ou que pensa que tem.
Porque, na realidade, o dinheiro é que o tem a ele.
A verdade é esta: são demasiados pobres os nossos "ricos".
Aquilo que têm, não detêm.
Pior: aquilo que exibem como seu, é propriedade de outros.
É produto de roubo e de negociatas.
Não podem, porém, estes nossos endinheirados usufruir em tranquilidade de tudo quanto roubaram.
Vivem na obsessão de poderem ser roubados.
Necessitavam de forças policiais à altura.
Mas forças policiais à altura acabariam por lançá-los a eles próprios na cadeia.
Necessitavam de uma ordem social em que houvesse poucas razões para a criminalidade.
Mas se eles enriqueceram foi graças a essa mesma desordem.

"MIA COUTO"

domingo, 17 de outubro de 2010

SÁBIAS PALAVRAS


O irregular e promíscuo funcionamento dos poderes públicos é a causa primeira de todas as outras desordens que assolam o país.

Independentemente do valor dos homens e das suas intenções, os partidos, as facções e os grupos políticos supõem ser, por direito, os representantes da democracia. Exercendo de facto a soberania nacional, simultaneamente conspiram e criam entre si estranhas alianças de que apenas os beneficiários são os seus militantes mais activos.

A Presidência da República não tem força nem estabilidade.

O Parlamento oferece constantemente o espectáculo do desacordo, do tumulto, da incapacidade legislativa ou do obstrucionismo, escandalizando o país com o seu procedimento e, a inferior qualidade do seu trabalho.

Aos Ministérios falta coesão, autoridade e uma linha de rumo, não podendo assim governar, mesmo que alguns mais bem intencionados o pretendam fazer.

A Administração pública, incluindo as autarquias, em vez de representar a unidade, a acção progressiva do Estado e a vontade popular, é um símbolo vivo da falta de colaboração geral, da irregularidade, da desorganização e do despesismo que gera, até nos melhores espíritos o cepticismo, a indiferença e o pessimismo.

Directamente ligada a esta desordem instalada, a desordem financeira e económica agrava a desordem Política, num ciclo vicioso de males nacionais. Ambas as situações somadas conduziram fatalmente à corrupção generalizada que se instalou.

António de Oliveira Salazar


Em 1936 Salazar foi desafiado por uma editora francesa a publicar um livro sobre a situação em que encontrou a governação e a sua experiência desde 1928 já com as responsabilidades que se sabem. Daí nasceu e foi publicado em 1937 o livro “Como se levanta um Estado” que os actuais pseudo-políticos da nossa praça deveriam ler e comparar com o ditador travestido de democrata que actualmente nos (des)governa.
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domingo, 10 de outubro de 2010

LAPIDARES

“As repúblicas atravessam momentos maquiavélicos”.
Cavaco Silva – Presidente da República

“Não são sacrifícios incomportáveis. O povo tem de sofrer as crises como o Governo as sofre”.
Almeida Santos – Presidente do PS

“Estamos todos a apertar o cinto, e os deputados são de longe os mais atingidos na carteira”.
Ricardo Gonçalves – Deputado do PS

“Eu penso que os políticos são como os vinhos. Há boas épocas em que o vinho é esplêndido e outras épocas em que o vinho não presta. Nesta altura nós temos políticos que não prestam”.
Mário Soares – Reformado do PS

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terça-feira, 5 de outubro de 2010

TIRIRICA


O candidato a deputado federal do Brasil, mais votado no último domingo, que obteve mais de 1,3 milhões de votos de eleitores em São Paulo, tem a sua candidatura impugnada por aparentemente ser analfabeto.

No Brasil, um deputado pode ser ladrão ou corrupto, mas tem de saber ler e escrever, porque se for iletrado não pode ir para Brasília.

Assim sendo, consta que o “staff” do candidato já entrou em contacto com José Sócrates, pois apenas têm 10 dias para apresentar a prova de que Tiririca possui uma licenciatura, não importando em que área, pois ele apenas quer ser deputado, restando-lhe a esperança de que tenham sobrado alguns diplomas da UNI.

Sócrates já explicou que mandou encerrar a Universidade Independente para que não houvesse possibilidades de serem detectadas as falcatruas, mas isso não convenceu o Tiririca que sabe muito bem que o primeiro-ministro de Portugal tem sempre uma solução na manga quando se trata do engenho e arte de enganar o próximo.
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

ALDRABÃO


- A 25 de Novembro de 2009 Sócrates garantiu que não aumentaria impostos.

- A 8 de Março de 2010 Sócrates vangloriou-se: “O mais fácil seria aumentar impostos

- A 12 de Maio de 2010 Sócrates estava satisfeito com crescimento no primeiro trimestre.

- A 6 de Junho de 2010 Sócrates garantiu que o mais recente aumento de impostos era suficiente.

- A 2 de Julho de 2010 Sócrates dizia que o crescimento do desemprego vai continuar a abrandar.

- A 13 de Agosto de 2010 Sócrates garantia que o crescimento do PIB no segundo trimestre consiste num “sinal de grande encorajamento e confiança para a recuperação da economia portuguesa”.

- A 24 de Agosto de 2010 Sócrates afirmava que o crescimento da economia portuguesa, entre Janeiro e Junho, foi o dobro do previsto pelo Governo.

- A 29 de Setembro de 2010 Sócrates anuncia o segundo aumento de impostos do ano.
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O QUE SE PODE CHAMAR A UM TRAFULHA DESTES?
ALDRABÃO.

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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

JÁ NÃO ERA SEM TEMPO


Finalmente parece que as mudanças já foram quase todas feitas e que o novo edifício onde se vão instalar muitos dos serviços da Câmara Municipal do Seixal será inaugurado no dia 12 de Setembro, entrando em pleno funcionamento no dia seguinte.

Já não era sem tempo, visto que desde o princípio do ano que estamos a pagar as rendas contratadas e não é tão pouco como isso, para que aquilo esteja ali às moscas.

Eu, como muitos outros habitantes deste Concelho que pagamos taxas, impostos e que involuntariamente contribuímos para este novo-riquismo não seremos convidados para assistir às cerimónias, nem teremos o privilégio de dar uma vista de olhos pela tal tapeçaria do Cargaleiro que custou uns milhares de euros.

Continuo sem perceber e até hoje ninguém explicou, é porque carga de água se teve de arrendar um edifício construído por uma empresa privada para esse efeito, em vez de ser a Câmara a proceder à sua construção em terrenos seus, com recurso ao crédito bancário, e se necessário por fases, para que as prestações mensais pudessem ser compatíveis com a disponibilidade financeira.

Pessoalmente gostaria muito mais de ver os serviços municipais instalados nos terrenos da Mundet porque o espaço é enorme e ainda sobrava muito para a tal universidade que tal como o D. Sebastião nunca mais chega, para além do aproveitamento para jardim público, que como é óbvio, deve ser o seu principal destino se não houver alguma tramóia pelo meio.

Entretanto, diz-se para aí e com grande ênfase, que “o novo Edifício Municipal da Câmara Municipal do Seixal é o primeiro edifício público em Portugal a obter a Declaração de Certificação Energética”, como se isso fosse mérito do inquilino e não do proprietário, que tem essa obrigação legal desde o dia 1 de Janeiro de 2009 para todos os edifícios construídos a partir dessa data para habitação ou para serviços.

Já agora, deixo uma pergunta no ar, esperando que alguém tenha a resposta: como o estacionamento exterior é escasso, o parque anexo às instalações será público e gratuito, ou será pago?

E VIVA O PODER LOCAL DEMOCRÁTICO!
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terça-feira, 24 de agosto de 2010

CARNE P'RA CANHÃO

Desta vez a “carne p'ra canhão” do PCP chama-se Francisco Lopes e consta que tem 55 anos, tendo exercido a digna profissão de electricista antes de ser funcionário do partido, pertencendo há alguns anos ao seu comité central.


Francisco Lopes foi eleito deputado à Assembleia da República por Setúbal, Distrito onde exerce grande influência e por isso um dos principais responsáveis pelas candidaturas autárquicas, entre elas a de Alfredo Monteiro no Seixal.


Assim se pode ver a sua grande capacidade de visão para o país, quando nem sequer a tem para um Concelho que cada vez está mais degradado por culpa de uma maioria comunista que o governa sem imaginação e competência, empenhando o futuro a grandes interesses imobiliários.


Seria bom que o senhor Lopes se apercebesse do que se passa no Seixal para além da Festa do Avante ou da Quinta da Atalaia.


Claro está que esta candidatura tem apenas como objectivo recolher os votos dos fiéis seguidores, aproveitando a campanha para a recolha de alguns fundos e o tempo de antena nas televisões para fazer lembrar que o PCP ainda existe.


Assim vai a preocupação do PCP pela democracia e pelos interesses nacionais.