
Já não era sem tempo, visto que desde o princípio do ano que estamos a pagar as rendas contratadas e não é tão pouco como isso, para que aquilo esteja ali às moscas.
Eu, como muitos outros habitantes deste Concelho que pagamos taxas, impostos e que involuntariamente contribuímos para este novo-riquismo não seremos convidados para assistir às cerimónias, nem teremos o privilégio de dar uma vista de olhos pela tal tapeçaria do Cargaleiro que custou uns milhares de euros.
Continuo sem perceber e até hoje ninguém explicou, é porque carga de água se teve de arrendar um edifício construído por uma empresa privada para esse efeito, em vez de ser a Câmara a proceder à sua construção em terrenos seus, com recurso ao crédito bancário, e se necessário por fases, para que as prestações mensais pudessem ser compatíveis com a disponibilidade financeira.
Pessoalmente gostaria muito mais de ver os serviços municipais instalados nos terrenos da Mundet porque o espaço é enorme e ainda sobrava muito para a tal universidade que tal como o D. Sebastião nunca mais chega, para além do aproveitamento para jardim público, que como é óbvio, deve ser o seu principal destino se não houver alguma tramóia pelo meio.
Entretanto, diz-se para aí e com grande ênfase, que “o novo Edifício Municipal da Câmara Municipal do Seixal é o primeiro edifício público em Portugal a obter a Declaração de Certificação Energética”, como se isso fosse mérito do inquilino e não do proprietário, que tem essa obrigação legal desde o dia 1 de Janeiro de 2009 para todos os edifícios construídos a partir dessa data para habitação ou para serviços.
Já agora, deixo uma pergunta no ar, esperando que alguém tenha a resposta: como o estacionamento exterior é escasso, o parque anexo às instalações será público e gratuito, ou será pago?
E VIVA O PODER LOCAL DEMOCRÁTICO!
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