quinta-feira, 22 de abril de 2010

COITADINHA


De acordo com o “Correio da Manhã” as viagens da socialista Inês de Medeiros entre Lisboa e Paris vão custar ao Parlamento, ou seja, a todos nós, mais de seis mil euros por mês. Ontem, o conselho de administração da Assembleia da República aprovou o parecer do auditor jurídico, que defende o pagamento das ajudas de custo à deputada, com o voto de qualidade de José Lello (PS), enquanto presidente, face ao empate dos votos a favor dos socialistas e os votos contra de PSD e BE. O CDS-PP absteve-se e o PCP não se fez representar.

A decisão do conselho não é vinculativa, mas, caso Jaime Gama dê o seu aval, Inês de Medeiros terá direito a uma viagem de avião de ida e volta, na classe mais elevada, uma vez por semana entre Paris e Lisboa, que ronda os 1160 euros. Ao fim do mês, são 4640 euros, acrescidos de despesas com as ajudas de custo pagas aos deputados que residem fora da grande Lisboa (69, 19 euros por cada dia de presença em trabalho parlamentar), o que, multiplicado por 22 dias úteis, representa 1522,18 euros. Ou seja, estão em causa 6162, 18 euros, a que se juntam ainda as despesas com a deslocação entre o aeroporto e a residência da deputada.

Inês de Medeiros congratulou--se com a decisão. "A minha satisfação é isto estar resolvido e acabar com esta campanha de enxovalhos e de informação pouco rigorosa."

Calculem: a senhora sentiu-se enxovalhada e acha que a informação não tem sido rigorosa. Não é de admirar! Já o chefe, o que se intitula engenheiro, também tem as mesmas teorias e arranja as mesmas desculpas para as trapalhadas em que está metido.

Estranha é a abstenção do CDS/PP e a ausência do PCP na reunião, permitindo que o senhor Lello pudesse utilizar o seu voto de qualidade em relação a um assunto que beneficia a sua distinta camarada.

Aqui está um bom exemplo de “democracia” trazido pelo 25 de Abril.
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quinta-feira, 15 de abril de 2010

SERÁ JUSTO?


É lamentável que o Governo tenha decidido conceder tolerância de ponto apenas aos funcionários públicos do Concelho de Lisboa na tarde do dia 11 e aos do Concelho do Porto na manhã do dia 14 de Maio, por ocasião da visita Papal a Portugal.

Então e os dos outros Concelhos não são também filhos da mesma Igreja?

Já estava a ver a cena aqui no Seixal: autocarros da Câmara prontos para a viagem e a grande maioria dos funcionários de bandeirinhas brancas e amarelas para acenar a Bento XVI, como se fossem para mais uma manifestação da Intersindical na avenida da Liberdade.

Ainda por cima o dia 11 é a uma terça e o dia 14 a uma sexta-feira, o que sempre daria para os menos católicos fazerem um fim-de-semana prolongado em homenagem ao Sumo Pontífice.

Trabalhadores de todos os Concelhos: uni-vos e manifestai-vos!

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segunda-feira, 5 de abril de 2010

NATURISMO


Por proposta de “Os Verdes” vai ser discutida na próxima 5ª feira na Assembleia da República uma Lei que permitirá às Autarquias definirem quais as praias ou locais destas onde se pode praticar nudismo, esperando-se que, se a mesma for aprovada, passe a haver muitos mais areais onde os corpinhos se bronzeiem por inteiro, sem aquelas inestéticas manchas provocadas pela sombra dos biquínis ou calções de banho.


Mas esta medida terá um alcance muito maior, pois já dizia Durão Barroso há uns anos que “o país está de tanga”. Daí para cá até a tanga já perdemos, pelo que assim se dá a possibilidade de democraticamente todos poderem finalmente ir à praia em pelota, sem que venha o cabo do mar fazer qualquer repreensão por as partes mais íntimas estarem à mostra.


Por exemplo, no Seixal temos a praia da Ponta dos Corvos e a praia da Velha, qual delas a melhor e com excepcionais infra-estruturas balneares.


Qual vai o nosso amigo Alfredo escolher para a prática de nudismo?


Aceitam-se apostas.


sexta-feira, 19 de março de 2010

UMA PÉROLA



Inês de Medeiros, deputada na Assembleia da República Portuguesa, membro da Comissão de Ética, saiu-se com esta pérola:

"Se Sócrates mentiu,

nem acho que seja muito grave".

quarta-feira, 3 de março de 2010

PALHAÇO

Nem tudo está perdido e ainda existem pessoas com coragem suficiente para escreverem aquilo que pensam.
Mário Crespo é um bom exemplo do inconformismo e mesmo sofrendo as pressões a que os políticos – todos os políticos – nos querem sujeitar, ele continua a maravilhar-nos com as suas lúcidas crónicas, focando temas tão actuais e, para nosso desespero, tremendamente verdadeiros.


O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco.
E diz que não fez nada.
O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.
O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso.
O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes.
Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si.
O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos.
Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos.
E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa.
O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos.
O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas.
O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém.
Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem.
O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público.
E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.
Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.
O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal.
Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.
E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço.
Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar.
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A escolha é simples.
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Ou nós, ou o palhaço.
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

UM BOM EXEMPLO

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De acordo com o “Correio da Manhã”, o presidente da Câmara Municipal da Vidigueira, Manuel Narra, vai cortar dez por cento do seu salário para dar aos funcionários do município que recebem o ordenado mínimo. A medida estende-se aos restantes eleitos, todos pela CDU, e aos nomeados em cargos como o Gabinete de Apoio à Presidência.

Diz o autarca alentejano: “Depois do apoio social aos munícipes, decidimos desta vez melhorar as condições salariais dos funcionários que mais precisam, acabando com o índice remuneratório 1 [salário mínimo]. Para não agravar a despesa com custos de pessoal, decidimos cortar 10% dos salários do presidente, vereadores e nomeados”.

Esta medida, que entrará em vigor já a partir de 1 de Fevereiro, abrangerá cerca de 40 funcionários que ganham actualmente 450 euros, passando a receber 532, um aumento de 82 euros.

Ora aqui está um bom exemplo que deveria ser seguido por todos os políticos deste país, começando no Presidente da República e acabando nos Presidentes de Junta de Freguesia.

Estão a ver esta medida ser aplicada no Concelho do Seixal?

Eu também não.
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

DIA DE REIS


Neste dia, que simbolicamente é de Reis, deveria servir para além de se comer o tal bolo com o buraquinho no meio, para também nos questionarmos sobre a utilidade da mudança em Portugal do sistema monárquico para o sistema republicano há quase cem anos.

De 1910 a 1926, ou seja durante 16 anos, a bagunça foi de tal ordem que os sucessivos governos desbarataram todo o aparelho do Estado e as finanças públicas, obrigando a um golpe militar e à vinda do professor de Coimbra para tomar conta disto por mais de 40 anos, com Presidentes da dita República que não passavam de meros figurantes, tal como se passa hoje, após 35 anos de um outro golpe militar.

Que vantagens nos trouxe a República se continuamos a ter um sistema feudal com os seus mais altos representantes, tais como o Marquês de Freeport, o Barão de Nafarros, o Conde de Oeiras, a ex-Marquesa de Felgueiras, o Duque de Gondomar, o Visconde das Antas e tantos outros que se ainda não possuem qualquer título, pelo menos a eles aspiram.

Estou a lembrar-me, por exemplo, daquele senhor que já foi ministro e agora é presidente do Concelho de Administração da Mota-Engil, do outro que é ou era administrador do BCP e agora passou a Consultor e tantos outros, que dentro de pouco tempo serão certamente nomeados no mínimo Cavaleiros de uma qualquer Ordem Honorífica.

Que República é esta que pouco falta para ser apenas das bananas?

Prefiro ter um Rei a sério em vez de manequins da Rua dos Fanqueiros.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

QUADRA NATALÍCIA

É costume nesta época do ano desejar-se Festas Felizes a quem se conhece e até a desconhecidos, num acto maquinal sem que inadvertidamente nos apercebamos se a quem dirigimos esses votos pode realmente gozar da plenitude dos nossos desejos.

Será que aqueles que fazem parte dos 2.000.000 de pensionistas com uma reforma de miséria têm possibilidades de comerem um pouco de bacalhau ou uma fatia de bolo-rei sem ser através de alguma alma caridosa ou instituição particular?

Será que aqueles que esperam meses ou anos por uma consulta ou intervenção cirúrgica podem sentir-se felizes nesta quadra?

Será que aqueles que fazem parte dos 700.000 desempregados deste país podem ter um Natal Feliz?

Será que aqueles que estudaram anos e anos para possuírem uma licenciatura a sério – não daquelas que se conseguem aos domingos – podem ter esperanças num novo ano que lhes proporcione um emprego para o qual se prepararam?

Desculpem-me, caros amigos, mas só posso em consciência desejar Boas Festas àqueles que sabemos de antemão que as podem ter.

Por isso e na impossibilidade de chegar a todos, resta-me escolher um digno representante dessa classe de privilegiados deste país, na pessoa do Senhor José Sócrates Pinto de Sousa, esperando que tenha uma farta ceia de Natal e uma passagem para o Novo Ano bem animada e regada com muito champanhe francês.

Porque nós, os que ainda vamos tendo qualquer coisita para aconchegar o estômago e o espírito, contentamo-nos com pouco e somos suficientemente subservientes para continuarmos a aturá-lo.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

COM A SAÚDE NÃO SE BRINCA!

Acabei de receber na minha caixa de correio um mail com um texto de autoria do conhecido actor ANTÓNIO FEIO que penso ser importante divulgar não só pelo sentido de humor, mas também porque o assunto nele descrito poderia ter tido um desfecho dramático se o erro não fosse detectado a tempo.

Aqui fica o alerta do António Feio, que, como se sabe, anda a contas com um bichinho malvado que lhe quer causar estragos, recomendando-se que leiam sempre as bulas dos medicamentos antes de os começarem a tomar.

Diz ele:

"Na semana passada fiz a minha primeira sessão de quimioterapia. O meu Oncologista receitou-me um medicamento para os enjoos (SOS) que eu muito cautelosamente fui comprar à farmácia.

Eram 13h30 e estava eu à porta da Farmácia para aviar a receita. Para espanto meu, percebo que a Farmácia fecha à hora de almoço.

Ok. A solução era voltar uma hora mais tarde e assim o fiz.

Quando voltei pouco antes das 14h30 (hora de reabrir) esperei que a porta abrisse. Esperei e continuei a esperar até às 14h45.

E lá chegou uma senhora a falar ao telemóvel que devia estar a tratar de um assunto muito importante porque a porta primeiro que abrisse ainda demorou mais uns cinco minutos.

Finalmente consegui entregar a receita à senhora da Farmácia.

Confesso que o ar da senhora era no mínimo assustador. A receita (ainda a tenho comigo, assim como o recibo do remédio) tinha escrito METOCLOPRAMIDE.

Paguei e vim-me embora.

Durante esse dia e os seguintes, os tais sintomas de enjoos e náuseas provocados pela quimioterapia deitaram-me completamente abaixo. Fui mesmo obrigado a cancelar os espectáculos que tinha a norte do País.

Na sexta-feira fui ter com o meu oncologista para lhe pedir qualquer coisa que me aliviasse o mal estar. Ele assim o fez e receitou-me um outro remédio que comecei a tomar logo e que rapidamente começou a fazer efeito.

No Sábado, Domingo e Segunda, voltei a sentir-me bem.

Hoje fui novamente ao Hospital para fazer a segunda sessão de quimioterapia e, qual não é o meu espanto, quando falava do meu estado de má disposição da semana passada e mostrava os comprimidos que andava a tomar, percebi que o remédio que eu andava a tomar para os enjoos não era para os enjoos mas sim para a Diabetes.

Em vez do tal METOCLOPRAMIDE, estava a tomar METFORMINA.

A senhora da Farmácia tinha-me, pura e simplesmente, dado um medicamento errado.

Não só passei vários dias a tomar um remédio que não me aliviava, como ainda por cima, me diminuía os níveis de açúcar no sangue!!!

Podia só ter tido um ataque de hipoglicemia.

Este texto é só um desabafo.

Agora saiam da frente que eu vou ali abaixo "TRATAR DA SAÚDE" à senhora da Farmácia.
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Parece uma "Conversa da Treta" mas foi de verdade! Dá para acreditar?

Como é possível existirem pessoas com tamanha incapacidade para o bom desempenho das suas funções profissionais?

Em lugares como este não é suposto estar alguém de idoneidade comprovada para a função?

Assim... não!!!!

Sempre ouvi dizer que: - "com a saúde não se brinca"

A VIDA É LINDA ... SORRIA PARA ELA!

Todo este engano e mais que se têm verificado, são em minha opinião por culpa dos médicos e dos políticos não só dos farmaceuticos.

Senão vejamos:

Porque carga de água 90% dos médicos continuam a escrever aquela letra chamada de médico, que eu raramente entendo uma letra quanto mais uma palavra? Será que este tipo de escrita não pode enganar um farmacêutico, quando se trata de um medicamento com nome parecido como foi o caso desta situação?

Porque os políticos não criam uma lei para que estes senhores sejam obrigados a escrever letra bem legível ou até de imprensa para evitar situações gravíssimas para os doentes?

Reenviem este e-mail para a maior gente possível para ver se tem algum eco na cabeça de quem nos governa.”

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A LUTA CONTINUA!

Na próxima segunda-feira dia 2 de Novembro pelas 21:30, terá lugar no Fórum Municipal, a sessão pública da tomada de posse dos eleitos para a Câmara e Assembleia Municipal.

Infelizmente não poderemos estar presentes para ver os ares pomposos e as gravatas espampanantes de alguns senhores, para além da ténue esperança de que a Filipa Castro possa aparecer ao lado de um dos seus novos amigos do Seixal vestida (ou despida) daquela maneira que lhe é tão peculiar.

Não se sabe ainda se a canção do Seixal irá servir de fundo musical, ou se, como é costume, os Toca-a-Rufar estarão na abertura ou encerramento das festividades para justificarem os elevados subsídios que recebem.

Haverá certamente muitas palmadinhas nas costas, muitos desejos de felicidades e muita hipocrisia no meio de tudo aquilo e daqui a três anos e meio voltaremos a ter o folclore do costume.

O respeito e a solenidade do acto não nos permite brincar com a situação, mas seria interessante se aparecessem por lá os "Homens da Luta" de megafone em punho a pedir explicações por tudo aquilo que foi prometido e ficou por fazer nos últimos quatro anos.

Pelo menos esses fazem-se ouvir.